Publicado em 13/01/2009
Luiz Gustavo Schmitt
O Ministério Público do Trabalho cogita ajuizar em conjunto com o Ministério Público Federal uma ação civil pública contra o Governo Federal para repassar recursos para a realização de concurso público no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), no Centro de Niterói. No entanto, a situação parece mais complexa, segundo informações do secretário municipal de Saúde, Alkamir Issa. Em entrevista a O FLUMINENSE, ele disse ser difícil encontrar médicos interessados em trabalhar pelo piso praticado no Huap, de cerca de R$ 1,3 mil por mês.
"O ministério tem que entender que com o salário ofertado fica muito difícil de preencher as vagas. Com o salário que o Huap pode pagar não é possível colocar algumas especialidades médicas que a população tem interesse", informou o secretário, que ainda prosseguiu.
"Muitos médicos acabam indo trabalhar em outros municípios. Por exemplo, no banco de reserva do último concurso realizado pela Prefeitura não tem mais ortopedista, clínico geral e pediatra de emergência, entre outros. Eles passaram no concurso e foram embora", disse o secretário.
Segundo Alkamir Issa, a solução para casos assim já está sendo posta em prática, com a integração das redes de saúde Municipal, Estadual e Federal.
"Temos que usar os outros hospitais. Por isso, estamos fazendo com que a rede funcione de modo que um hospital cubra as deficiências do outro", explicou Alkamir.
O diretor do Huap, Tarcísio Rivello, nega que a emergência do hospital esteja fechada. Segundo ele, o termo correto seria "contratualizada para ser referenciada" e que são feitos entre 110 e 150 atendimentos diários.
"Recebemos pacientes trazidos pelo Corpo de Bombeiros, pelo Samu ou pela Central de Regulação (a rede de hospitais integrada)", disse Rivello, que ainda informou que não são atendidas "demandas espontâneas", em outras palavras, pacientes que sofram acidentes de qualquer gravidade e sejam levados ao hospital por outros meios.
"Diante da situação atual, com falta de profissionais em diversas áreas, atendemos o que é possível. Não posso atender demanda espontânea. Você prefere ser atendido ou ficar jogado no corredor do trauma", indagou o diretor do Huap.
O Fluminense
P.S. É isto aí! Quem sabe se esses dirigentes nao tomariam vergonha caso nenhum medico se dispusesse mais a trabalhar por uma miséria destas, cerca de R$ 1,3 mil por mês. Isso é um descalabro, oferecer um salario desses a um médico quando a gente sabe que há por aí uma infinidades de aspones, que fizeram o vestibular para o ensino fundamental e foram reprovados, ganhando salários bem superiores àqueles destinados aos médicos. Esses dirigentes que oferecem a tipo de deboche, estes salarios, não usam o hospital público, usam apenas o dinheiro público, para o pagamento de medicos particulares, vide a despesa da Câmara Federal com plano de saúde para os seus integrantes. Essa política de saúde em nosso país é feita por dirigentes que capitalizam o dinheiro público e socializam o trabalho escravo.
Antonio Gomes Lacerda
Nenhum comentário:
Postar um comentário