domingo, 4 de janeiro de 2009

Entrevista com Jorge Roberto Silveira: Prioridades do novo prefeito


Publicado em 04/01/2009

No primeiro ano do quarto mandato como prefeito, Jorge Roberto Silveira irá arrumar a casa. Primeiramente, enxugará a máquina administrativa. Depois, melhorará os serviços de manutenção da cidade, como a limpeza das ruas, por exemplo, incluindo a reforma das unidades de saúde. O pedetista quer fazer o melhor governo da história da cidade.
O FLUMINENSE – O senhor já recebeu os relatórios entregues pela sua equipe de transição. Já terminou de lê-los? Como avalia a situação da Prefeitura e do município?Jorge Roberto – Eu já terminei de ler. Avalio como preocupante. Constatei uma quebra de hierarquia na administração e vou rever isso. Além disso, vamos arrecadar menos R$ 100 milhões, com a redução dos royalties do petróleo.
O FLU – O senhor afirmou, após a diplomação, que "arrumaria a casa" neste primeiro ano de governo. Como será a arrumação? Jorge Roberto – Pretendo fazer uma reforma administrativa, aumentando o número de secretarias, mas tornando-as mais enxutas. Além disso, melhorar os serviços de manutenção da cidade.
O FLU – Pretende manter os programas criados pelo ex-prefeito Godofredo Pinto? Jorge Roberto – O programa Viva Idoso, que é muito bom.
O FLU – Quais áreas serão prioridades em seu primeiro ano de gestão?Jorge Roberto – No meu governo todas as áreas serão importantes. Mas as de Saúde e Educação terão destaque.
O FLU – Qual será a sua primeira medida como prefeito? Jorge Roberto – Eu concluirei a Praça Leoni Ramos, em São Domingos. Descarto o retorno dos bondes por lá.
O FLU – O senhor anunciou durante a diplomação, que irá contratar uma equipe de especialistas em trânsito, além de fazer garagens subterrâneas. Fará ainda mergulhões e viadutos?Jorge Roberto – O trânsito precisa de profissionais especializados. Estamos conversando com técnicos que poderão nos ajudar. Quero fazer mergulhões. Um deles será na Avenida Marquês do Paraná.
O FLU – Na área da Saúde o senhor irá construir mais módulos do Programa Médico de Família e postos de saúde?Jorge Roberto – Sem dúvida. Nas áreas onde ainda não há. Vou manter e consertar o que já existe.
O FLU – O ensino em tempo integral sempre foi uma das bandeiras do PDT. Irá implantá-lo?Jorge Roberto – Com certeza. Quero botar as crianças o maior tempo possível na escola. Acabarei com a aprovação automática, mas manterei o sistema de ciclos.
O FLU – O que podemos esperar na Cultura em 2009?Jorge Roberto – Retomarei os projetos Niterói Discos e Niterói Livros que tinham sido criados nos meus governos anteriores.
O FLU – Na área da Segurança, quais serão as primeiras medidas?Jorge Roberto – A Segurança é uma questão de Estado. Mas, a Prefeitura não pode mais deixar de se envolver com isso. Vou propor ao governador (Sérgio Cabral Filho) uma parceria.
O FLU – O senhor vai chamar o PT para conversar e apoiar o seu governo?Jorge Roberto – Tem dois vereadores do PT com quem me dou muito bem: o Vítor Júnior e o André Diniz. Acho que a participação deles no governo seria importante. Porque eu não sou prefeito do PDT, mas de Niterói.
O FLU – As emendas ao orçamento lhe garantem total poder para mudar o que for destinado para cada área, sem precisar enviar à Câmara Municipal. A oposição considera inconstitucional. O que o senhor tem a dizer a respeito? Jorge Roberto – O que acontece é que o governo mudou. Como vou administrar um orçamento sem as minhas prioridades?
O FLU – Foi muito difícil montar o secretariado? O senhor o avalia mais como político ou técnico?Jorge Roberto – Ambos. Escolhi pessoas ligadas a mim, leais e que tenho certeza de que farão um trabalho magnífico. Tenho que ter confiança de que serão bem sucedidas em suas áreas.
O FLU – O senhor falou que o secretariado é provisório e que fará uma reforma administrativa entre janeiro e fevereiro. Depois disso, vai mantê-lo até o final do governo?Jorge Roberto – Quando a gente monta um secretariado, espera mantê-lo até o fim. Mas, isso nem sempre acontece, porque surgem problemas ao longo do caminho. Alguns secretários têm uma nova realidade.
O Fluminense

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