sábado, 6 de dezembro de 2008

Tribunal Superior Eeleitoral divulga gastos de campanha de prefeitos eleitos

Publicado em 05/12/2008


Anderson Carvalho

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou ontem a prestação de contas dos candidatos a prefeito que disputaram as eleições de outubro em todo o País. Em Niterói, o deputado estadual Rodrigo Neves (PT), segundo colocado, foi o que mais arrecadou: R$ 2.198.650,00. E o que mais gastou: R$ 2.351.318,50. O prefeito eleito Jorge Roberto Silveira (PDT), foi o segundo em arrecadação: R$ 759.397,98. E em gastos: R$ R$ 785.667,49, segundo dados do site do TSE.

O ex-candidato do PSDB, Gegê Galindo, quarto colocado, foi o terceiro em arrecadação: R$ 81.623,96. O tucano gastou a mesma quantia. O ex-candidato do PSOL, vereador Paulo Eduardo Gomes, arrecadou R$ 28.700,50. Gastou R$ 33.643,42. O "lanterninha" do pleito, Edésio da Cruz Nunes (PHS), arrecadou e gastou R$ 19.851,02.

Na receita da prestação de contas de Rodrigo Neves as empresas de construção naval estão entre as maiores doadoras, segundo consta no site do TSE. O estaleiro Mauá Jurong doou R$ 550 mil. O Fells Setal, R$ 450 mil. O estaleiro Ultratec, R$ 620 mil. A empresa Teclabor, R$ 75 mil. O estaleiro Promar, R$ 50 mil, e a Companhia Brasileira de Offshore, R$ 30 mil. O diretório nacional do PT doou R$ 249 mil. Os demais doadores são pequenas empresas, políticos e parentes, segundo informações da Justiça Eleitoral.

As maiores despesas do petista foram com material impresso de propaganda: R$ 259,2 mil. O petista ainda gastou R$ 470 mil com a produção e gravação do programa de TV no horário eleitoral gratuito. A maior parte do restante da despesa foi com doações à campanha dos candidatos a vereador do PT e demais partidos aliados.

Já Jorge Roberto teve como maior doador o comitê financeiro municipal do PDT, que contribuiu com R$ 630.397,98. As despesas de campanha foram distribuídas em doações às campanhas dos candidatos a vereador do PDT e siglas aliadas, além de material de propaganda.

Em São Gonçalo, o TSE ainda não incluiu no próprio sistema a prestação de contas das candidatas Graça Matos (PMDB) – segunda colocada no pleito – e Patrícia Silva (PRTB). De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal, isso deverá ser feito até o final do dia de hoje. Os dados estão sendo colocados aos poucos.

A prefeita eleita Aparecida Panisset (PDT) arrecadou R$ 1.082.547,69. Os maiores doadores foram o diretório estadual do partido, com R$ 345 mil; a Novo Engenho Construtora, com R$ 300 mil; e o estaleiro Mauá, de Niterói, com R$ 150 mil. As maiores despesas da campanha de Panisset foram com comitês de candidatos a vereador do PDT e legendas aliadas, além de material de propaganda e pessoal. A pedetista gastou R$ 1.225.564,84.

O ex-candidato do PT, o deputado estadual Altineu Côrtes, arrecadou e gastou R$ 575.432,28. Recebeu doações de amigos e familiares. Mas, o maior doador foi o próprio, com R$ 457 mil. A maior parte dos gastos foi com pessoal e material de propaganda.

Josemar Carvalho (PSOL) arrecadou R$ 17.320. Destes, R$ 10 mil foram do deputado federal Chico Alencar (PSOL), que disputou a prefeitura do Rio. Gastou R$ 18.287,96 com material de propaganda e carros de som. Edson Pimentel (PSTU) arrecadou e gastou R$ 1.966,27.

Em Maricá o prefeito eleito Washington Siqueira, o Quaquá (PT), arrecadou R$ 885.939,49. Entre os seus doadores, empresas imobiliárias, construtoras e lojas de materiais de construção. O petista gastou R$ 1.067.254,90 com material de propaganda, pessoal e candidatos a vereador do PT e aliados. Já o prefeito eleito de Itaboraí Sérgio Soares (PP) arrecadou e gastou R$ 92.926. A maior parte das doações veio do partido e de familiares. Gastou com material de propaganda e pessoal.

Contas vão ser julgadas

Segundo o TSE, os eleitos que não apresentarem a prestação de contas não serão diplomados e, com isso, não podem tomar posse no cargo. Já os candidatos não eleitos que ficarem inadimplentes não receberão a quitação eleitoral. Os partidos cujos comitês financeiros não apresentarem a prestação ficam sem a quota do Fundo Partidário do ano seguinte ao do julgamento final da prestação de contas.

Qualquer partido político, coligação ou Ministério Público pode representar à Justiça Eleitoral, relatando fatos e indicando provas, para pedir a abertura de investigação judicial e requerer apuração de suposta conduta em desacordo com as normas de arrecadação e aos gastos de recursos. Comprovados a captação ou gastos ilícitos de recursos para fins eleitorais, será negado diploma ao candidato, ou cassado, se já tenha sido diplomado.

A prestação de contas dos candidatos eleitos deve ser julgada pelos juízes eleitorais até o dia 10 dezembro. A diplomação dos eleitos deve ocorrer até o dia 18 do mesmo mês.




O Fluminense

Nenhum comentário: