sábado, 8 de novembro de 2008

O universo, uma construção lacerdiana





O homem sempre teve, ao longo dos tempos a curiosidade de saber como começou o universo e eu não poderia ser diferente. Durante muito tempo procurei respostas e essas não me satisfaziam. Não desisti, continuei a busca e hoje me sinto um pouco satisfeito com o que descobri. Continuo trabalhando, no entanto queria deixar para vocês o pouco que consegui até para que vocês façam as suas críticas. Devo dizer que continuo buscando o instante em que tudo começou.
Para começar vamos lembrar o que já foi dito a respeito da origem o universo e por quem foi dito.
arché (ἀρχή; origem)

Gênesis: Segundo a bíblia, foi Deus quem fez o universo e o fez em seis dias. Quem quiser saber mais detalhes dessa construção, leia o livro sagrdo dos cristãos.
Mitologia grega: Tudo se inicia com o Caos, o vazio primitivo e escuro que precede toda a existência. Dali, surge Gaia (a Terra), e outros seres divinos primordiais. Para conhecer mais é só apanhar livros de mitologia que falem da primeira geração dos deuses.
Física: Big Ban o universo emergiu de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 bilhões de anos. A teoria baseia-se em diversas observações que indicam que o universo está em expansão de acordo com um modelo Friedman-Robertson-Walker que tem como base a teoria da Relatividade Geral.
Vários filósofos, muitos deles pré-socráticos, tentaram explicar a origem do universo, senão vejamos:
Tales de Mileto: para ele a água seria a origem de tudo.
Anaximandro de Mileto: para ele a origem de tudo era o infinito que ele chamou apeíron.
Anaxímenes de Mileto: este filosofo, discípulo de Anaximandro entendia que o ar era a origem de tudo.
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Xenófanes de Cólofon: achava que a terra era a origem de tudo.
Heráclito de Éfeso : Atribuía ao fogo e a mobilidade das coisas a origem de tudo.
Empédocles de Agriento: acreditava que a natureza possuía quatro elementos básicos, ou raízes: a terra, o ar, o fogo e a água.

Pitágoras de Samos : o número
Anaxágoras de Clazomena: homeomerias. achava que a natureza era composta por uma infinidade de partículas minúsculas, invisíveis a olho nu a que chamou de homeomerias, ou sementes invisíveis..
Demócrito de Abdera : o átomo considerava que nada podia surgir do nada, assim, os átomos eram eternos, imutáveis e indivisíveis. O que acontecia, era que eles eram irregulares e podiam ser combinados para dar origem aos corpos mais diversos. Demócrito é considerado o mais lógico dos pré-socráticos.
Antonio Gomes Lacerda: em o universo uma construção lacerdiana Pode parecer um abuso. Depois de falarmos de pessoas que tanto contribuíram para a ciência, colocar o meu nome. Peço desculpas a todos que se sentirem ofendidos, no entanto afirmo que essa não foi a minha pretensão. Busquei ao logo de todo esse tempo em que trabalhava para sobreviver, encontrar respostas para as minha perguntas que eu não encontrava nos livros. Lendo Nietzche e Einstein, eles disseram quase a mesma coisa. O grande problema do homem é a preguiça de pensar daí surgirem coisas como a fé e muitas outras. O maior problema que tive na construção dos meus pensamentos foi que estava muito arraigado em mim, o principio da causalidade. Todo efeito tem uma causa . Pensando assim o universo seria o efeito de uma causa anterior que por sua vez seria o efeito de uma outra e assim sucessivamente. Não foi fácil me livrar dessa idéia. A física me deu subsídios. Precisava chegar ao tempo inicial do meu universo, para isso tive que fazer a seguinte definição: Tempo é a medida da existência de todas as coisas palpáveis. Energia: Algo que não se vê, não se toca, não tem uma existência palpável, no entanto, sentimos o seu efeito. Quando comemos um bife, não vemos, mas ali tem também energia. Quando colocamos combustível em nosso carro, não vemos, mas também ali, tem energia. Nós próprios não sabemos a energia que há dentro de nós. Na minha construção, nada existia, tudo era vazio, logo não existia um tempo. Já estava com meio caminho andado. Mais uma vez busquei na física a minha tabua de salvação: Principio da conservação da energia A energia não se cria nem se destrói, se transforma. Era tudo o que eu queria! Então a energia não teve um começo, logo o meu universo como a energia não era palpável no sentido de preencher um lugar no espaço. Isso me levou que inicialmente tudo era vácuo (não se podia definir uma temperaturaa), mas permeado de energia que estava em todas as parte desse imenso vácuo. Estava faltando aparecer o palpável, que nos chamamos de massa. Mais uma vez quem apareceu? A física! O que ela trouxe? Trouxe: E= mc2 (a) E = energia, m= massa (grandeza palpável, ocupa um lugar no vazio) c= velocidade da luz, no vácuo. Diante dessas evidencias parti para a construção do universo como por mim é entendido. Inicialmente não existia nada palpável. Era apenas o vazio. Mas como vimos anteriormente, existia energia em todo esse vazio. Aceitando como correto o mobilismo de Heráclito, num instante que não sei precisar, minha matemática é muito incipiente, através da equação (a) começa a transformação e aparece a massa m e naquele momento começava o tempo e o nascimento do universo. Assim eu vi nascer o universo, mas como já sabemos que a energia se transforma, eu quero assegurar que o universo está sendo construído a cada instante e assim continuará indefinidamente. Aí está a maneira como eu construí a historia do universo segundo a minha visão. Vimos ainda que em toda a minha explanação, não dependeu e nem teve lugar para a existência de Deus. Restava ainda um problema: Por que Deus? Onde o encontraram? Qual não foi a minha surpresa, quando tempos depois, ao parar para pensar onde encontraram Deus, li a bíblia, a mitologia e nada vi de racional que explicasse convincentemente a existência de tal personagem. Na teoria do Big- Ban ele não aparecia, na minha também, não. Pronto, Deus está morto como dizia Nietzche, ou melhor nunca existiu. Fui deitar pensando agora não na criação do universo, mas sim na criação do mito Deus. Nem cheguei a dormir, acho que encontrei Deus. Estão lembrados de que no imenso vazio, antes da transformação, só uma coisa existia e que ela não ocupava lugar no espaço, estava presente em todos os lugares e sempre existiu e existirá sempre? Lembram que essa coisa foi chamada de energia? Pois bem! Dizem que o uso do cachimbo faz a boca torta. Usei tanto esse cachimbo que me acostumei a chamá-lo de energia, no entanto nada tenho se alguém o chamasse de Deus que é o que os religiosos o fazem e aí estaria provada a existência de Deus não na forma antropomórfica como querem nos impingir, mas de uma forma onipotente e onipresente como muitos asseguram. Portanto aí está em síntese: O universo, uma construção lacerdiana

Antonio Gomes Lacerda

Um comentário:

ancelmo disse...
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