27 de maio de 2009
Brasil e Venezuela não chegam a acordo sobre investimento em refinaria
– Lamentável não sermos capazes de fazer um acordo. Confesso que estou frustrado. A culpa é dos dois governos. – Se eu conseguir eleger a Dilma, eu já disse para o Gabrielli, eu vou ser o presidente da Petrobras e você, Gabrielli, vai ser meu assessor e o acordo vai sair.
O diálogo ocorreu entre os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Luiz Inácio Lula da Silva, que negociavam, na presença do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, um entendimento sobre o projeto da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, em encontro reservado em um hotel em Salvador, ontem. Mas o que era para ser reservado acabou captado pela imprensa por um vazamento do sistema de tradução simultânea.
Chávez se mostrou frustrado com a falta de acerto. O governo venezuelano deveria entrar com 40% dos recursos para a construção da refinaria, mas até agora só o brasileiro investiu na obra. Isso porque a Venezuela tem feito exigências, como o direito de venda do petróleo importado no Brasil. Mas as regras brasileiras determinam que só quem pode negociar internamente é a Petrobras.
Lula, então, diz a Chávez que no próximo mandato presidencial o acordo sairá se a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, for eleita. A razão: ele ocupará o cargo de presidente da Petrobras. Chávez, então, também fala sobre o seu futuro:
– E eu vou fazer o quê? Eu não quero fazer nada.
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