Publicado em 30/05/2009
Anderson Carvalho

O ex-governador fluminense e presidente regional do PMDB, Anthony Garotinho, anunciou ontem, através de assessoria, que sairá do partido na próxima semana. O dirigente irá para o PR, pelo qual disputará o Governo do Estado em 2010. Segundo ainda a assessoria, Garotinho enviará uma carta ao presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer (SP), comunicando a desfiliação nesta segunda-feira, dia 1º de junho. A data de filiação ao PR ainda não foi definida.
Em 7 de maio, em reunião com o presidente nacional do PR e ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, na sede do diretório nacional da sigla, em Brasília (DF), recebeu convite oficial para ingressar na legenda, visando retorno ao Palácio Guanabara. No mesmo dia, à noite, ao receber a Medalha Carlos Cordeiro, em Rio Bonito, pelas obras realizadas na cidade quando foi governador (1999-2002), disse ao O FLUMINENSE, que disputaria a sucessão estadual.
"Quero disputar o governo estadual para que o Rio de Janeiro volte a crescer", declarou.
Garotinho está no PMDB desde 2003. Em 2006, ele e a mulher, a então governadora Rosinha Garotinho (PMDB), apoiaram o então senador Sérgio Cabral Filho (PMDB) para o Governo do Estado. Após as eleições, o casal Garotinho rompeu com o novo governador. No início de 2006, o ex-governador pensou em disputar a eleição presidencial, mas a ala do PMDB aliada ao Governo Lula foi mais forte e o partido preferiu apoiar a re-eleição do presidente da República.
No blog de Garotinho (www.blogdogarotinho.com.br) há um texto deste, postado na última terça-feira, apontando o PMDB como partido com vocação governista.
"O PMDB nunca elegeu um presidente, mas é o partido que mais deu ministros ao País, desde a redemocratização. Foram 66 ministros do PMDB e 52 do PT, que elegeu Lula duas vezes. (...) Da mesma forma que barraram a minha candidatura à presidência em 2006 preferindo apoiar o PT, para 2010 a disputa interna não é para saber qual vai ser o candidato do partido. O duelo é entre os que querem apoiar de novo o PT e os que preferem caminhar com o PSDB. Com um ou com outro o PMDB quer se manter no governo", postou.
Procurado pela reportagem para falar sobre o assunto, o secretário geral do PMDB fluminense, Carlos Alberto Moniz, foi cauteloso.
"Prefiro aguardar para ver a carta que ele enviará a Temer para decidir qualquer coisa. Não acho que a saída dele seja uma boa para o partido. Espero que até lá ele reflita bem e volte atrás na decisão de sair", declarou.
A respeito dos desentendimentos entre Garotinho e Cabral, afirmou que no partido há espaço para os dois.
"A legenda comporta divergências. Isso faz parte. Foi a união de forças que propiciou a vitória eleitoral do PMDB no estado em 2006", lembrou Moniz.
Com a saída de Garotinho, assumiria a presidência do PMDB regional o 1º vice do diretório, deputado estadual Paulo Melo, líder do Governo Sergio Cabral Filho na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
O Fluminense

O ex-governador fluminense e presidente regional do PMDB, Anthony Garotinho, anunciou ontem, através de assessoria, que sairá do partido na próxima semana. O dirigente irá para o PR, pelo qual disputará o Governo do Estado em 2010. Segundo ainda a assessoria, Garotinho enviará uma carta ao presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer (SP), comunicando a desfiliação nesta segunda-feira, dia 1º de junho. A data de filiação ao PR ainda não foi definida.
Em 7 de maio, em reunião com o presidente nacional do PR e ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, na sede do diretório nacional da sigla, em Brasília (DF), recebeu convite oficial para ingressar na legenda, visando retorno ao Palácio Guanabara. No mesmo dia, à noite, ao receber a Medalha Carlos Cordeiro, em Rio Bonito, pelas obras realizadas na cidade quando foi governador (1999-2002), disse ao O FLUMINENSE, que disputaria a sucessão estadual.
"Quero disputar o governo estadual para que o Rio de Janeiro volte a crescer", declarou.
Garotinho está no PMDB desde 2003. Em 2006, ele e a mulher, a então governadora Rosinha Garotinho (PMDB), apoiaram o então senador Sérgio Cabral Filho (PMDB) para o Governo do Estado. Após as eleições, o casal Garotinho rompeu com o novo governador. No início de 2006, o ex-governador pensou em disputar a eleição presidencial, mas a ala do PMDB aliada ao Governo Lula foi mais forte e o partido preferiu apoiar a re-eleição do presidente da República.
No blog de Garotinho (www.blogdogarotinho.com.br) há um texto deste, postado na última terça-feira, apontando o PMDB como partido com vocação governista.
"O PMDB nunca elegeu um presidente, mas é o partido que mais deu ministros ao País, desde a redemocratização. Foram 66 ministros do PMDB e 52 do PT, que elegeu Lula duas vezes. (...) Da mesma forma que barraram a minha candidatura à presidência em 2006 preferindo apoiar o PT, para 2010 a disputa interna não é para saber qual vai ser o candidato do partido. O duelo é entre os que querem apoiar de novo o PT e os que preferem caminhar com o PSDB. Com um ou com outro o PMDB quer se manter no governo", postou.
Procurado pela reportagem para falar sobre o assunto, o secretário geral do PMDB fluminense, Carlos Alberto Moniz, foi cauteloso.
"Prefiro aguardar para ver a carta que ele enviará a Temer para decidir qualquer coisa. Não acho que a saída dele seja uma boa para o partido. Espero que até lá ele reflita bem e volte atrás na decisão de sair", declarou.
A respeito dos desentendimentos entre Garotinho e Cabral, afirmou que no partido há espaço para os dois.
"A legenda comporta divergências. Isso faz parte. Foi a união de forças que propiciou a vitória eleitoral do PMDB no estado em 2006", lembrou Moniz.
Com a saída de Garotinho, assumiria a presidência do PMDB regional o 1º vice do diretório, deputado estadual Paulo Melo, líder do Governo Sergio Cabral Filho na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
O Fluminense
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