quinta-feira, 28 de maio de 2009

Associação Mundial de Jornais diz que é um erro decretar o fim dos diários impressos

Vendas cresceram 1,3% no ano passado, mas empresas precisam se adaptar às novas mídias
27.05.2009 - 16:32
Advillage
A despeito de previsões pessimistas que dão como certa até mesmo a extinção da imprensa escrita, as vendas globais de jornais cresceram 1,3% no mundo em 2008. Foram vendidos em média 539 milhões de exemplares por dia no mundo.
Os resultados positivos da África, Ásia e América Latina compensaram as perdas na Europa e nos EUA, segundo o presidente da Associação Mundial de Jornais (WAN, World Association of Newspapers), Gavin O'Reilly. Nos últimos quatro anos o crescimento das vendas chega a 8,8%.
“O setor continua crescendo”, disse O’Reilly na abertura da conferência da WAN em Barcelona, acrescentando são “um erro” os comentários da mídia sobre a “morte” dos jornais diários.
A crise realmente existe. Vários grupos norte-americanos de mídia declararam insolvência nos últimos meses, como a Tribune Co., proprietária do Chicago Tribune, o Los Angeles Times, o Baltimore Sun e vários outros jornais, observa a France Presse. Dois grandes jornais dos EUA, o Seattle Post-Intelligener e o The Rocky Mountain News, fecharam suas portas.
Na contramão do que ocorre nos EUA, em outros mercados, como na Ásia, uma crescente classe média impulsiona o mercado dos jornais diários. Nesses locais a mídia impressa é próspera. A imprensa indiana, por exemplo, cresceu 16% em 2007.
Gavin O'Reilly afirmou ainda que as receitas publicitárias em jornais de todo o mundo caíram cerca de 5% no ano passado, e previu queda ainda mais acentuada em 2009, mas disse apostar em recuperação quando a crise financeira global estiver superada.
Para o presidente da associação de jornais, o setor vem enfrentando um período de "hipermudança", com o aparecimento de novas plataformas de distribuição de informações, como a internet e os celulares, e que é necessário encontrar formas de se adaptar a este novo ambiente. "O futuro é apenas online", disse ele.

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