quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Consórcio integrará Maricá e São Gonçalo através de ônibus intermunicipal


Publicado em 14/01/2009
Sérgio Jardim


Consórcio firmado entre as prefeituras de Maricá e de São Gonçalo, na manhã de ontem, resultou no anúncio de uma série de medidas para atender a população das duas cidades. A parceria prevê a criação de quatro grupos de trabalho para atuar nas áreas de revitalização dos limites entre municípios, outro para debater o problema destinado ao lixo das cidades, um para tratar do Ecoturismo e um quarto para a criação de uma linha de ônibus que ligue os dois municípios.
Segundo o secretário de Assuntos Federativos de Maricá, Fabiano Filho, em nove meses os resultados começarão a aparecer.
"A partir de hoje, começaremos a arregaçar as mangas.", informou o titular da pasta. Também presente ao encontro o secretário de Planejamento de São Gonçalo, Luiz Rodrigues Paiva, ressaltou o espírito agregador do consórcio.
"As equipes vão estar integradas. Os problemas serão resolvidos de forma bilateral", salientou Paiva, que já identificou alguns pontos de estrangulamento no município. "Essa parceria vai unir pontos incomuns, como por exemplo, as fronteiras, muitas vezes esquecidas pelas autoridades", concluiu o secretário.
Para a secretária de Meio Ambiente de São Gonçalo, Doralice Cordeiro, a oportunidade será única para resolver questões que estão pendentes há anos.
"A resolução do problema do lixão de São Gonçalo é urgente. É bom ver a preocupação dos prefeitos", comemorou Cordeiro.
O grupo de trabalho responsável por lidar com a questão dos resíduos sólidos vai propor a construção de um novo aterro sanitário em São Gonçalo. Paiva garantiu que este grupo terá apoio do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste). São Gonçalo produz 80 toneladas de lixo por mês. Já Maricá gera 10% desse montante - oito toneladas.
Outro ponto destacado será a criação de uma linha intermunicipal de ônibus ligando as duas cidades.
"Vamos fazer uma licitação entre os dois municípios. Essa dificuldade de transporte gera queda de industrialização e menor circulação de gente e de dinheiro. A integração precisa ser cultural e financeira", frisou Fabiano Filho.
O Fluminense

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