10/12/2008 -- 16h10
O presidente da Associação Médica de Londrina, Antonio Caetano de Paula, divulgou uma nota nesta quarta-feira (10) parabenizando a Universidade Estadual de Londrina (UEL) pela suspensão da formatura de 14 alunos de Medicina que promoveram uma algazarra nos corredores do Hospital Universitário para comemorar o fim do internato. Segundo a Associação, os alunos "já tinham mostrado seu caráter ao boicotarem o exame do ENADE", e a medida tomada pela universidade servirá para que eles avaliem "seu merecimento de virem a ser chamados de médicos". Confira a íntegra da nota: "A Associação Médica de Londrina vem a público parabenizar o Conselho Universitário como um todo e o Reitor Wilmar Marçal em particular, pela decisão madura e responsável de reavaliar a certificação dos estudantes de Medicina que promoveram os lamentáveis fatos no ambiente do Hospital Universitário de Londrina, e que já tinham mostrado seu caráter ao boicotarem o exame do ENADE. A Universidade Estadual de Londrina, desde a sua fundação, tem formado profissionais com capacidade para serem inseridos no mercado de trabalho, e tem sido um dos pontos de referência para a nossa Londrina. Em decorrência deste fato, de sua função e de sua missão, não pode se omitir diante de fatos deploráveis como este praticado por um grupo de alunos que vem boicotando o curso de Medicina desde há mais de um ano. A responsabilidade, o sentido de humanidade, o respeito às leis e às pessoas, devem ser características marcantes de qualquer profissional, mas, quando se trata de um médico, o profissional que está em contato íntimo com as dores, com os anseios, com os receios, com os medos e com as fraquezas que todos nós sentimos quando a saúde está abalada, estas características necessitam ser mais marcantes. O médico necessita ser o amparo, ser a força do doente, e para isto necessita ter caráter. A UEL, no pensamento da diretoria da AML, não entrega diplomas apenas, e sim a permissão para exercer uma profissão. É responsável por aquele profissional que formou, portanto é legítimo que avalie, além das qualificações de conhecimento e técnica, a personalidade, o caráter do aluno a ser profissionalizado. Quantos aos alunos envolvidos, estes terão oportunidade de ao se colocarem no lugar dos doentes, dos funcionários do HU, dos professores e dos demais colegas de turma, avaliarem sua relação com o mundo, sua presença entre os demais seres humanos e o seu merecimento de virem a ser chamados de médicos. Associação Médica de Londrina Antonio Caetano de Paula - presidente
Londrina, 10 de dezembro de 2008"
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