Biografia
Nome completo: Joaquim Maria Machado de Assis
Atuou como cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839
Era filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis
Perdeu a mãe muito cedo e foi criado pela madrasta, Maria Inês, também mulata, que se dedicou ao menino e o matriculou na escola pública, única que freqüentou
Tinha a saúde frágil: era epilético e gago
Ainda novo, com cerca de 13 anos, empregou-se como doceiro num colégio do bairro, onde teve contato com professores e alunos e assistiu a aulas nas ocasiões em que não estava trabalhando
Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender. Consta que, em São Cristóvão, conheceu uma senhora francesa, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de francês
Aos 16 anos, publicou seu primeiro trabalho literário, o poema Ela, na revista Marmota Fluminense, de Francisco de Paula Brito
Com 17 anos, conseguiu emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, e começou a escrever durante o tempo livre. Nessa época conheceu o então diretor do órgão, Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um sargento de milícias, que se torna seu protetor
Era amigo de escritores como Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de Almeida, José de Alencar e Gonçalves Dias
Publicou seu primeiro livro de poesias em 1864, sob o título de Crisálidas
Em 12 de novembro de 1869 casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, o grande amor de sua vida. Nessa época, o escritor era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e por um casamento feliz que durou 35 anos. D. Carolina, mulher culta, apresentou Machado aos clássicos portugueses e a vários autores da língua inglesa
Sua união foi feliz, mas sem filhos. A morte de sua esposa, em 1904, é uma sentida perda. O soneto Carolina é uma homenagem de Machado à querida esposa
Seu primeiro romance, Ressurreição, foi publicado em 1872. Com a nomeação para o cargo de primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, estabilizou-se na carreira burocrática, que seria o seu principal meio de subsistência durante toda sua vida
No O Globo de então (1874), jornal de Quintino Bocaiúva, começou a publicar em folhetins o romance A mão e a luva. Escreveu crônicas, contos, poesias e romances para as revistas O Cruzeiro, A Estação e Revista Brasileira
Sua primeira peça teatral foi encenada no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho de 1880, escrita especialmente para a comemoração do tricentenário de Camões, em festividades programadas pelo Real Gabinete Português de Leitura
Em 1881, publicou um livro extremamente original, pouco convencional para o estilo da época: Memórias Póstumas de Brás Cubas - que foi considerado, juntamente com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira
Extraordinário contista, publica Papéis Avulsos (1882), Histórias sem data (1884), Várias Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1889), e Relíquias da casa velha (1906)
Tornou-se diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia, no ano de 1889
Machado foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Desde o princípio apoiou a idéia e compareceu às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, cargo que ocupou até sua morte. É o fundador da cadeira nº. 23, e escolheu o nome de José de Alencar, seu grande amigo, para ser seu patrono
Morreu em 29 de setembro de 1908
Sua oração fúnebre foi proferida pelo acadêmico Rui Barbosa.
A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica
Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente
Extraído do: Jornal Laboratorio do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná
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